Curso de Psicanálise

2Semestre de 2017

CURSO DE PSICANÁLISE

Freud e Lacan destaque

ATIVIDADE DA DIRETORIA DE ENSINO

Diretora: Graciela Bessa

 

AULA INAUGURAL E ATIVIDADE DE ABERTURA DAS ATIVIDADES DO IPSM-MG E DA EBP-MG: 

As psicoses ordinárias e as outras, sob transferência

Conferencista: Angelina Harari 

Convidada por Ana Lydia Santiago (Diretora do IPSM-MG) e Fernanda Otoni (Diretora da EBP-MG)

Dia: 31 de julho de 2017

Horário: 20H30

Local: Sede do IPSM-MG

 

Conversa entre alunos, professores e diretores do IPSM-MG

Data: Segunda–feira, 31 de julho de 2017

Horário: 18H30 às 20H00

Local: Sede do IPSM-MG

Obs.: atividade restrita aos alunos matriculados no Curso de Psicanálise IPSM-MG

 

Unidade I – O Inconsciente e o Parlêtre

Três modos de conceituação do inconsciente em Lacan

Professora: Lilany Pacheco

Horário: 18H30 às 20H00

Local: Sede do IPSM-MG

 

A construção do conceito de inconsciente em Freud

Professor: Gilson Iannini

Horário: 20H30 às 22H30

Local: Sede do IPSM-MG

 

Datas:

Agosto: 21, 28

Setembro: 4, 11, 25

Outubro: 2, 9, 16, 23

Novembro: 6, 13, 20, 27

 

Unidade III – AS Psicoses: uma reorientação clínica

Autismo

Professora: Paula Pimenta

Horário: 18h30 as 20H00

Local: Sede do IPSM-MG

 

Datas:

Agosto: 21, 28

Setembro: 4, 11, 25

Outubro: 2, 9, 16, 23

Novembro: 6, 13, 20, 27

 

Caso Schreber, o Homem dos Lobos e a psicose ordinária

Professores: Antonio Beneti e Simone Souto

Horário: 20H30 às 22H30

Local: Sede do IPSM-MG

 

Datas:

Agosto: 21, 28

Setembro: 4,11, 25

Outubro: 2, 9, 16, 23

Novembro: 6, 13, 20, 27

 

 

Ementa:

UNIDADE I: O INCONSCIENTE E O PARLÊTRE

Em que o inconsciente lacaniano representa uma contribuição ou uma divergência em comparação ao inconsciente freudiano? Inicialmente, o recalque, que caracterizou o essencial do inconsciente para Freud, deixa de ser uma categoria fundamental. Diferentemente de Freud, Lacan não parte da memória para construir a noção de inconsciente, retêm desta, apenas “a inscrição em um significante”. Além disso, para Lacan, de maneira muito mais marcante, ainda atribuindo a posição à Freud, “o inconsciente está estruturado como uma linguagem”, o que deve ser entendido não somente como algum discurso que faria fundo para o sujeito, mas como algo que fala, no qual o sujeito desempenha um papel. O que aparece gradualmente no ensino de Lacan é que o inconsciente é menos uma descoberta que uma construção. “Isso não descobre nada […], o inconsciente inventa”. A Unidade I propõe acompanhar a maneira como o conceito de inconsciente é trabalhado e retrabalhado até as últimas fórmulas do Unbewuβt.

Desenvolvimento da Unidade:

Lilany Pacheco: 18:30 às 20:00

Nesta Unidade iremos privilegiar três modos de conceituação do inconsciente no ensino de Lacan. Em seu primeiro ensino é possível, a partir da análise que faz sobre os chistes, pensar o inconsciente pela via da verdade como causa. Ao retificar o fundamento da palavra na experiência analítica que foi negligenciada pelos pós-freudianos, Lacan pôde construir o sintagma “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”. No Seminário 11, Lacan traz a ideia de um inconsciente pulsátil, ligado a uma hiância. “O inconsciente, primeiro, se manifesta para nós como algo que fica em espera na área, eu diria algo de não nascido”. Temos aí a ideia de um inconsciente não mais como memória e sim como não-realizado. E o inconsciente real? Que articulação possível entre o inconsciente e o sinthoma?

Dias: 21/08, 28/08, 04/09, 11/09, 25/09, 02/10, 09/10, 16/10, 23/10, 06/11, 13/11, 20/11, 27/11

Gilson Ianini: 20:30 às 22:30

Trata-se de perfazer sumariamente o percurso sinuoso e complexo do conceito de inconsciente ao longo da obra de Freud. Desde a apresentação dos fundamentos do conceito no Projeto de 1895 e da primeira formulação sistemática na Interpretação do Sonhos, até a reformulação proposta em O eu e o isso, passando pela formalização metapsicológica de 1915, Freud constrói diferentes modelos para pensar o inconsciente. Entre esses modelos, destacam-se os modelos “fisicalista”, tópico, óptico, dinâmico e escritural. Pretendemos apresentar sucintamente a genealogia do inconsciente freudiano, tomando por eixo fundamental a leitura do “Compêndio de psicanálise” (ed. Autêntica) e de excertos dos principais textos de Freud sobre o inconsciente. Ao fim e ao cabo, pretendemos examinar a hipótese lacaniana segundo a qual “o inconsciente é um conceito forjado no rastro daquilo que opera para constituir o sujeito”.

Dias: 21/08,28/08, 04/09, 11/09, 25/09, 02/10, 09/10, 16/10, 23/10, 06/11, 13/11, 20/11, 27/11

 

UNIDADE III: AS PSICOSES: UMA REORIENTAÇÃO CLÍNICA

Nesta Unidade a psicose será situada, inicialmente, a partir da psiquiatria clássica e seus impasses, bem como da clínica estrutural baseada em uma classificação cujo modelo se sustenta na presença ou ausência da função paterna. Abordaremos o caso Schreber como um paradigma no qual a ausência da função paterna estutrurante terá como efeito a desintegração do mundo e a posterior construção do delírio como tentativa de repará-lo. Em seguida, faremos uma leitura lacaniana do caso Homem dos Lobos. Inquietante, ele surge como “uma serpente e seus mistérios” e marca o momento no qual essa classificação, sustentada na função simbólica do pai, começa a ser abalada, evidenciando novos elementos que desregulam o modelo clínico baseado em uma referência universal. A formalização desses elementos conduzirá ao último ensino de Lacan, particularmente à solução que o escritor James Joyce forjou a partir de seu próprio sinthoma, expressão da possibilidade de uma amarração que prescinde do pai servindo-se dele. Através dessa elaboração de Lacan, serão abordadas as novas formas de apresentação da psicose, nomeadas por Miller de “psicose ordinária”, assim como o autismo.

Desenvolvimento da Unidade III:

Paula Pimenta: 18:30 às 20:00

Desde a década de 90 pode-se afirmar que o autismo foi colocado em evidência, tanto no campo “psi” como na sociedade em geral. Os movimentos organizados pelos pais pressionaram as políticas públicas, a educação, a assistência social e a saúde para responderem como poderiam auxiliar seus filhos. Essa demanda do Outro social reverteu negativamente sobre a psicanálise, que passou a ser questionada sobre a efetividade de sua atuação com sujeitos autistas. Ao se ver alvo de intervenções que buscavam impedi-la legalmente de tratá-los, a psicanálise se posicionou, política e epistemicamente, buscando elucidar o funcionamento autista e como operar com esses sujeitos na clínica. A vasta produção teórica surgida a partir daí nos embasará para discutir questões concernentes à definição do autismo, à relação que estabelece com a psicose, à posição do sujeito autista diante do Outro e à orientação de tratamento estabelecida.

Dias: 21/08, 28/08, 04/09, 11/09, 25/09, 02/10, 09/10, 16/10, 23/10, 06/11, 13/11, 20/11, 27/11

Antonio Beneti: 20:30 às 22:30

Parte 1: 21/08, 28/08, 04/09

Parte 2: 06/11, 13/11, 20/11, 27/11

Miller, em seu texto “Efeitos de retorno à Psicose Ordinária” nos diz que “desde que decidimos na clínica por operar com essa categoria devemos imediatamente procurar determinar de que psicose se trata em jogo e, para isso devemos recorrer à velha psiquiatria clássica com sua tipologia clínica no campo das psicoses …”. Afirmação surpreendente desde que aprendemos com o primeiro ensino de Lacan, que a psicanálise é herdeira da psiquiatria… E, com Lacan apreendemos uma clínica estrutural onde as soluções psicóticas se centram na Passagem-ao-ato (casos Aimée e Irmãs Papin) e Metáfora delirante (caso Schreber). Já a partir de Joyce encontramos a clínica dos nós de Borromeo e a solução obra (Joyce e sua escrita singular sinthomática). Clínica das suplências (soluções e sinthomas) às forclusões localizada e generalizada. Enfim, iremos da psiquiatria clássica à psicanálise lacaniana até às psicoses ordinárias e efeito de “retorno” às formas clínicas da psicose na psiquiatria clássica.

 

Simone Souto: 20:30 às 22:30

Dias: 11/09, 25/09, 02/10, 09/10, 16/10, 30/10.

Nesse curso, a proposta é fazermos uma leitura lacaniana do caso do Homem dos Lobos. Inquietante, esse caso marca o momento no qual, em Freud, a classificação, sustentada na função simbólica do pai, começa a ser abalada, evidenciando novos elementos que desregulam o modelo clínico baseado em uma referência universal. A formalização desses elementos nos conduzirá a vários questionamentos: no que concerne à castração, à correspondência entre sintoma e estrutura, ao posicionamento sexual, assim como às soluções sintomáticas encontradas por esse sujeito.


Participação do IPSM-MG no Calendário Clínico da FHEMIG

Datas: 25/08; 29/09; 27/10; 24/11


XXIVa Jornada Interna dos alunos do Curso de Psicanálise do IPSMMG

Data: 18/11

Local: Sede do IPSMMG


Processo de Seleção do Curso de Psicanálise:

Período de inscrição para seleção: 8 a 31 de maio de 2017

Período de seleção: 6 a 23 de junho de 2017

Período de matrícula: 17 a 21 de julho de 2017

Início do curso: agosto de 2017