Núcleo de Investigação e Pesquisa em Psicanálise e Saúde Mental

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Nave dos Loucos. Hieronymus Bosch (1450 -1516).

 

NÚCLEO DE INVESTIGAÇÃO EM PSICANÁLISE E SAÚDE MENTAL

2º semestre de 2017

 

Cartel de Coordenação: Mais-um: Jeannine Narciso (Coordenadora)

Andréa Guisoli Mendonça (Coordenadora Adjunta)

Aparecida Rosângela Silveira

Christine Silva Athayde

Maria Helena Gonçalves Fonseca

Magda Mota Serai Edine

Mércia Pimenta Figueiredo

Consultor: Henri Kaufmanner

Local:
Belo Horizonte
Sede do IPSM-MG
Rua Felipe dos Santos, 588. Lourdes
Montes Claros
Fadenor – Unimontes
Endereço: Avenida Rui Braga – s/n – Vila Mauriceia– sala EAD
Pirapora
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – IFNMG
Av. Humberto Mallard, 1355 – Santos Dumont
Horário: 20h às 21:45
EMENTA:

A psicose ordinária: significante necessário à clínica contemporânea

Miller (2012), ao inventar a expressão  psicose ordinária, ultrapassa o que ele mesmo chamou de rigidez da clinica binária neurose e psicose. Estabelece que a neurose, por se tratar de uma estrutura bastante precisa, não deve deixar dúvida da sua existência no clínico. Por outro lado, se a dúvida existe e inexiste um sinal claro de neurose, possivelmente, estaremos diante de uma psicose não desencadeada. Psicose velada, não desencadeada, psicose dissimulada, são termos usados por Miller (2012) para dizer de uma psicose, na maioria dos casos, de difícil distinção e, portanto, pouco objetiva, uma psicose desconhecida até o seu desencadeamento (p.410).

O que dizer dos neodesencadeamentos? A psicose ordinária toma o lugar da psicose extraordinária no sentido de que hoje ela é a que mais convoca o clínico a discutir as sutilezas e delicadezas da condução dos seus casos. Se há algo de novo nas psicoses o inédito se apresenta desde o início.  A referencia aqui passa a ser a da clínica borromeana que fornecerá os recursos para identificar o que, retrospectivamente, mantinha unidos os registros RSI e, que, por isso mesmo, mantinha o sujeito “ligado” ao Outro. A direção do tratamento visa operar com os elementos que mantinham unidos esses registros numa tentativa de reconectar o sujeito (p.22).

Na clínica das neopsicoses, a oferta do psicanalista deu forma há uma neotransferência? É sabido que a transferência nas psicoses não é motivada pelo sujeito suposto saber, pois o psicótico porta um saber sobre o objeto. No entanto, há um endereçamento da palavra e o analista deve saber operar com esse endereçamento. As modalidades transferências se apóiam muito mais na variedade dos casos clínicos do que na forma típica das estruturas, o que introduz, novamente, uma delicadeza e dificuldade na sua condução dos casos.

 

PROGRAMAÇÃO:

Agosto . dia 22 . terça feira

Seminário Teórico  – A psicose ordinária e a evolução das modalidades dominantes do laço social

Jeannine Narciso

Comentário : Frederico Feu

 

 Setembro . dia 12 . terça feira

Seminário  clínico

Érika Noah

Comentário: Lúcia Grossi e Thereza Moebus

 

Outubro . dia 10 . terça feira

Seminário Teórico  –  As neotransferências – “Quem explicará a transferência do psicótico?”

Henri Kaufmanner

 

Novembro.  dia 14 .  terça feira

Seminário  clínico

Jeannine Narciso

Comentário: Elisa Alvarenga

 

Novembro.  dia 14 .  terça feira

Pontuações sobre o tema e trabalhos do semestre

Andréa Guisoli

 

INSCRIÇÕES
Christine Athayde – christineathaydenipsm@gmail.com
Andréa  Guisoli – andreaguisoli@gmail.com
Obs: Neste semestre, não há vagas disponíveis para Montes Claros.