Núcleo de Psicanálise e Direito 28.04.2015

Núcleo de Psicanálise e Direito 28.04.2015

Notas sobre as atividades do Núcleo de Psicanálise e Direito

Em 28.04.15, em seminário teórico sob a responsabilidade, de Márcia Mezêncio,discutiu-se a identificação imaginária em Freud e nos tempos da pluralização dos nomes do pai e, para isso, retomou-se o percurso da pesquisa do núcleo a partir do tema da Seção Clínica, a saber, “As imagens na clínica e nas instituições: ver, fazer, mostrar”.

A questão central que Márcia propõe é o estatuto da identificação imaginária na atualidade, sua prevalência, suas implicações positivas e/ou negativas.

Refere-se às aparições da identificação ao longo da obra de Freud: a identificação primária ao pai (como um processo normal); a identificação histérica ou neurótica (patológico) e a chamada “infecção mental” e sua correspondência aos três registros, proposta por Lacan:

Imaginário: identificação histérica com o desejo do Outro;

Simbólico: identificação ao traço unário;

Real: identificação com o Outro real.

Márcia destaca o termo “identificações”, no plural, uma vez que a pulverização dos nomes do pai propicia a oferta de uma variedade de identificações prêt-à-porter. O que o Nome do Pai não marcou com a linguagem, retorna de lalingua com marcas no corpo (drogas, tatuagens, etc), evidenciando a face de gozo de toda identificação.

Perseguiremos esse tema durante nossas investigações no Núcleo, considerando sua importância no mundo contemporâneo e suas consequências para a psicanálise.

Kátia Mariás

Imagem: Inserções em circuitos ideológicos. Cildo Meireles (1970).